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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Picidae
 Leach, 1820
Subfamília: Picinae
 Leach, 1820
Espécie: C. campestris

Nome Científico

Colaptes campestris
(Vieillot, 1818)

Nome em Inglês

Campo Flicker


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pica-pau-do-campo

O pica-pau-do-campo (Colaptes campestris) é um grande pica-pau sul-americano, campestre e terrícola. Também é conhecido como chanchã, picochanchã e pica-pau-chanchã.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) kolaptë, kolaptö = bico em forma de cinzel, bicada; e do (latim) campestris, campester = relativo ao campo ou as planícies, campestre. ⇒ Ave campestre com bico de cinzel.

Características

Possuindo 32 centímetros de comprimento, essa espécie é facilmente identificável por conta da sua coloração; tem os lados da cabeça e do pescoço amarelos, assim como o peito; o alto da cabeça e a nuca são negros, da mesma forma que o bico e os tarsos, manto e barriga barrados e o baixo dorso é visivelmente branco ao voo.
O macho apresenta em ambos os lados da cabeça duas faixas avermelhadas (DEVELEY & ENDRIGO, 2004).
Sua voz, bem variada e forte, serve para a marcação territorial, e como meio de comunicação entre o macho e a fêmea, tal como o tamborilar nesta família. Este pode até substituir o canto, estando, os dois, ligados à quadra reprodutiva e, portanto, sendo executados apenas periodicamente.

Subespécies

Possui duas subespécies reconhecidas que se distinguem pela cor da garganta.

Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).

Fotos das subespécies de (Colaptes campestris)
(Ssp. campestris) (Ssp. campestroides)

Obs: Alguns taxonomistas consideram estas subespécies como espécies plenas.

Indivíduos com plumagem flavística

O que é flavismo?

Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenóides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).

Indivíduo com plumagem melânica

O que é melanismo?

O melanismo consiste no aumento da produção de melanina, conferindo coloração mais escura ao indivíduo. Indivíduos melânicos se associam normalmente com outros indivíduos da mesma espécie, já que o melanismo não traz doenças associadas como o albinismo.

Alimentação

Alimenta-se de insetos, principalmente formigas e cupins. A secreção de sua glândula mandibular é como uma cola que faz com que a língua funcione como uma vara de fisgo para capturar os insetos. Eventualmente pode-se alimentar de pequenos frutos, especialmente quando há abundância durante o período de frutificação.

Reprodução

Assim como os demais pica-paus, utiliza cavidades em árvores, cupinzeiros e buracos de barrancos como ninho. Os ninhos são bastante elaborados, e em muitos casos, construídos a cada período reprodutivo. Preferem cavar a face do barranco que se inclina para o solo, o que facilita a proteção quanto à chuva e a defesa de entrada. Geralmente fazem mais de uma cavidade, sendo que a entrada corresponde ao tamanho do corpo desta espécie, não permitindo que outras aves e/ou predadores tenham acesso (SICK, 1997). Põe de 4 a 5 ovos brancos, límpidos e brilhantes. Macho e fêmea fazem a incubação. Os filhotes nascem nus e cegos e são alimentados com bolas de insetos conglomerados e larvas de cupim, regurgitadas pelos pais.

Hábitos

Habita campos e cerrados, vive em casais e, às vezes em pequenos grupos. Terrícola, costuma capturar insetos no solo, mas ao se sentir ameaçado procura árvores ou grandes pedras para se proteger.
Vivem aos pares ou em pequenos bandos (DEVELEY & ENDRIGO, 2004).

Distribuição Geográfica

Colaptes campestris ocorre desde o nordeste do Brasil ao Uruguai, podendo ser avistado também no Paraguai, na Bolívia, na Argentina e no baixo Amazonas, inclusive no Suriname. Invade a Amazônia vindo do sul, estendendo seu domínio no Brasil oriental, em função dos desmatamentos.
No Brasil, a subespécie C. campestris campestris ocorre do nordeste ao norte de Santa Catarina, onde ocorrem ambas as subespécies. Da região central de SC ao Rio Grande do Sul ocorre somente C. campestris campestroides (de garganta branca).

Referências

Galeria de Fotos